Produtos monofásicos no Simples
Bebidas, cosméticos, autopeças, medicamentos e combustíveis já têm PIS e COFINS recolhidos na indústria. Quem revende e informa esses produtos como tributáveis no PGDAS paga de novo, todo mês.
Início · Recuperação de crédito
A lei dá cinco anos para pedir de volta o que foi recolhido indevidamente. Cada mês que passa, um mês antigo cai fora da janela — e some junto com ele o direito ao crédito daquele período.
A cada novo mês apurado, o mês de cinco anos atrás sai do alcance. Não existe "depois eu vejo isso" — o depois custa exatamente um mês de crédito por mês de espera.
01 — Onde o dinheiro costuma estar
Nenhum deles é fraude do contador anterior. São situações em que a regra é confusa, o sistema não avisa e o erro se repete todo mês sem que ninguém perceba.
Bebidas, cosméticos, autopeças, medicamentos e combustíveis já têm PIS e COFINS recolhidos na indústria. Quem revende e informa esses produtos como tributáveis no PGDAS paga de novo, todo mês.
Aviso prévio indenizado, primeiros quinze dias de afastamento, terço de férias e algumas ajudas de custo não compõem a base de contribuição — mas seguem sendo incluídos por muitos sistemas de folha.
Tema já decidido em caráter definitivo pelo Supremo. Empresas do Presumido e do Real que não ajustaram a base recolheram sobre um valor maior do que o devido.
ISS, IRRF, CSRF e INSS retidos pelo tomador viram crédito para quem prestou o serviço. Sem controle de retenção, a empresa paga cheio e esquece o que já foi descontado.
Atividade classificada no anexo mais caro do Simples, ou Fator R nunca calculado. O crédito aqui é a diferença entre a alíquota paga e a devida, mês a mês.
Mercadoria com imposto retido na origem e tributada de novo na saída, ou base de ST calculada acima do preço praticado. Comum em comércio e distribuição.
02 — Como funciona
Se em qualquer etapa ficar claro que não há crédito relevante, o processo para ali e você fica sabendo — não empurramos trabalho que não se paga.
Análise das apurações, notas e folha dos últimos 60 meses em busca de indício de pagamento a maior.
Quantificação mês a mês, com memória de cálculo e atualização pela Selic até a data atual.
Retificação das declarações do período e formalização do crédito perante o órgão competente.
Uso do crédito para abater tributos correntes ou pedido de restituição, conforme o caso.
Compensação é mais rápida: o crédito abate o que vence nos próximos meses e o efeito aparece direto no fluxo de caixa. Restituição em dinheiro depende de análise do órgão e leva mais tempo. Na maioria dos casos, compensar é o caminho.
03 — Honestidade
Recuperação de crédito virou promessa fácil de mercado. Vale dizer o que é verdade.
| Situação | Chance de haver crédito | Por quê |
|---|---|---|
| Varejo com produtos monofásicos | Alta | Erro de segregação no PGDAS é extremamente comum e se repete todo mês. |
| Serviço com folha grande no Presumido | Alta | Verbas indenizatórias na base do INSS patronal costumam passar batido. |
| Prestador para órgão público | Média | Retenções existem em volume; depende de terem sido controladas. |
| Serviço no Simples, sem folha, anexo correto | Baixa | Guia única, poucas variáveis, pouco espaço para erro acumulado. |
| Empresa aberta há menos de 2 anos | Baixa | Base pequena. Mesmo havendo erro, o valor raramente justifica o processo. |
Quem garante "recuperar X% do seu faturamento" antes de olhar uma apuração está vendendo expectativa. Crédito indevidamente apropriado gera glosa, multa e juros — e a responsabilidade fica com a empresa, não com quem vendeu o serviço.
O diagnóstico inicial não tem custo. Se houver crédito relevante, apresentamos o valor apurado e as condições. Se não houver, dizemos isso com a mesma clareza.